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Home Eurosurveillance Monthly Release  1998: Volume 3/ Issue 7 Article 3 Printer friendly version
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Eurosurveillance, Volume 3, Issue 7, 01 July 1998
Surveillance report
Desenvolvimento de uma rede europeia para diagnóstico de doenças virais "importadas" (ENIVD)

Citation style for this article: Niedrig M, Niklasson B, Lloyd G, Schmitz H, LeGuenno B. Desenvolvimento de uma rede europeia para diagnóstico de doenças virais "importadas" (ENIVD). Euro Surveill. 1998;3(7):pii=108. Available online: http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=108
M. Niedrig1, B. Niklasson2, G. Lloyd3, H. Schmitz4, B. Le Guenno5
1 Robert Koch-Institut, Berlim, Alemanha
2 Swedish Institute of Infectious Disease Control, Estocolmo, Suécia
3 Centre for Applied Microbiology, Wiltshire, Reino Unido
4 Bernhard Nocht Institut, Hamburgo, Alemanha
5 Institut Pasteur, Paris, França

As recentes epidemias de febre hemorrágica por vírus Ebola, no Zaire e no Gabão, fizeram lembrar que infecções perigosas podem ser importadas para a Europa, muito rapidamente.

As reuniões, organizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1993 e 1994 (1,2), sobre patogénios emergentes e re-emergentes, focaram-se nos problemas dos arbovirus e vírus das febres hemorrágicas e na necessidade de formar uma rede mundial para a troca de informação, reagentes e metodologias.

Em cinco reuniões, os cientistas de laboratórios, que trabalham na área de diagnósticos de doenças virais "importadas", do Reino Unido, Suécia, França, Grécia, Espanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Portugal, Finlândia, Itália e Alemanha, iniciaram a construção de uma rede para melhorar o diagnóstico de infecções virais "importadas". Actualmente, a iniciativa está a ser mantida por membros de quase todos os países da União Europeia (UE). Foi elaborado um manifesto com o sumário das tarefas da rede que foi assinado por cada participante e sua instituição:

1. Construir uma rede de laboratórios europeus que trabalham na área de diagnóstico de infecções virais "importadas", raras ou emergentes. Disponibilizar ajuda mútua na troca de amostras de diagnóstico, i.e., soro, vírus, métodos e informação, de forma a melhorar os diagnósticos.

2. Identificar as infecções virais de importação mais provável, coordenar a definição dos objectivos e identificar os laboratórios com capacidade e disponibilidade para efectuar diagnósticos rápidos (<24h) de casos agudos, suspeitos de estarem infectados com vírus de febres hemorrágicas.

3. Elaborar recomendações para normalização e controlo de qualidade nos laboratórios envolvidos no diagnóstico destas doenças.

4. Identificar e realizar testes padrão segundo critérios de controlo de qualidade definidos.

5. Optimizar os recursos limitados através da troca de reagentes, metodologias e peritagem.

6. Encorajar o contacto regular no seio da rede, através de reuniões, permuta e formação do pessoal de laboratório.

7. Abrir a rede a membros de outros laboratórios europeus.

8. Organizar e coordenar as actividades internacionais com o "Grupo de redes de vigilância", o "Grupo de trabalho sobre vacinas e doenças virais" e outras organizações nacionais como os Centers for Disease Control and Prevention ou organizações internacionais como a OMS e a Organização Pan Americana de Saúde

Os primeiros trabalhos da rede consistiram em estabelecer grupos de trabalho para as encefalites por carraças, infecções por hantavirus e dengue e iniciar a avaliação interna dos testes para hantavirus e dengue, com os laboratórios peritos da UE. Foi preparado um plano de acção para o diagnóstico de casos suspeitos de febre hemorrágica por vírus Ebola. A colaboração oferece a possibilidade de criar uma rede operacional de diagnóstico de doenças virais, de forma a cobrir o largo espectro de problemas que podem surgir na Europa. Podem ser definidas tarefas de interesse regional e internacional, com um laboratório a assegurá-las para todos os seus parceiros da rede. A longo prazo, esta iniciativa oferece a oportunidade de aumentar a consciência, de instituições médicas responsáveis nos países da UE, para o problema das doenças virais emergentes e re-emergentes. Com a criação destas actividades de vigilância, seremos capazes, no futuro, de melhor reconhecer e responder a estas infecções ameaçadoras.

Nota

Pessoas a trabalhar nesta área, noutros países europeus, são bem vindos a participar. Para mais informações e contactos ver: http://www2.rki.de/INFEKT/ENIVD/ENIVD_P.HTM

Referências

1. WHO. Emerging infectious diseases: Memorandum from a WHO meeting. Bull World Health Organ 1994: 72, 845-50.

2. WHO. Report of WHO Meeting on Emerging Infectious Diseases. Geneva, Switzerland: WHO, 25-26 April 1994. (CDS/BVI, 94;2)

Autor correspondente: Dr. Matthias Niedrig, Robert Koch-Institut, Nordufer 20, 13353 Berlim, Alemanha



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