1887
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Abstract

A profilaxia pós-exposição (PEP) constitui o padrão de cuidados para um trabalhador de cuidados de saúde (HCW) acidentalmente exposto a uma pessoa fonte de VIH infectada (exposição profissional), mas este não é o caso para as exposições não profissionais. As normas nacionais existentes para o tratamento de exposições não profissionais a VIH na Europa são muito poucas, ao contrário do que sucede para as exposições profissionais. A administração da profilaxia pós-exposição não profissional (NONOPEP) ao VIH pode ser justificada por: uma plausibilidade biológica, a eficácia da PEP em estudos efectuados no animal e exposições profissionais no homem, eficácia na prevenção da transmissão mãe-filho do VIH e estudos de custo-eficácia. Estas evidências, o risco semelhante de transmissão do VIH de algumas exposições não profissionais e profissionais e as informações contraditórias sobre atitudes e práticas entre médicos no âmbito da NONOPEP conduziram à proposta destas recomendações europeias. Os membros participantes no projeto europeu sobre VIH NONOPEP, financiado pela Comissão Europeia e reconhecidos como peritos na transmissão e prevenção de agentes patogénicos transmitidos pelo sangue, reuniram-se de Dezembro de 2000 a Dezembro de 2002 em três encontros formais e num seminário de dois dias de duração, para uma revisão da literatura sobre avaliação da exposição ao risco e desenvolvimento de recomendações europeias para a administração de VIH NONOPEP. NONOPEP está recomendada em casos de sexo anal receptivo não protegido e troca de agulhas ou seringas quando o indivíduo fonte for conhecido como positivo para o VIH ou pertencer a um grupo da população com prevalência elevada de infecção por VIH. Pode ser utilizada como PEP qualquer combinação de fármacos disponíveis para o tratamento de doentes infectados pelo VIH, sendo preferíveis os regimes mais simples e menos tóxicos. PEP deve ser administrado no prazo de 72 horas depois do momento da exposição, iniciado logo que possível e com uma duração de quatro semanas. Todos os doentes devem ser periodicamente sujeitos a avaliação médica, incluindo a realização de exames de anticorpos contra o VIH, monitorização da toxicidade dos fármacos e aconselhamento, durante pelo menos 6 meses depois da exposição. NONOPEP parece constituir uma prática clínica exequível e frequente na Europa. As recomendações para a sua administração foram obtidas mediante consenso, mas algumas permanecem controversas e devem ser actualizadas periodicamente. NONOPEP nunca deve ser considerada como uma estratégia de prevenção primária e a decisão final de prescrição deve ser feita com base na relação médico-doente. Finalmente, será útil a implementação de um sistema de vigilância para estes casos, que vise monitorizar as práticas de NONOPEP na Europa.

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2004-06-01
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